terça-feira, 18 de maio de 2010

Este par de olhos verdes




No deslumbre do encanto os avistei
Serenos e mansos, meio a calmaria a me vigiar
E quando...
Inconstante ficava
Na linha do caos frequentemente cruzava
Mais ao longe avistava
Eles, a me observar
Cada vez mais serenos
Em um pressuposto relento
De um infortúnio momento
Me fizeram acordar
Uma, duas, três
Quatro ou cinco, já não sei...

Infinitas vezes ensurdeceram-me com seu vasto silêncio
Compenetrados em mim
Com o intuito de aquietar um reles coração
E eles nem ao menos se dão conta de como são imensamente importantes pra mim
Vislumbram-me com seu encanto, sem saber o quão bem me fazem...

Este par de olhos verdes
Que clareiam minha mente
Me conforta e me traz paz
Que transforma tempestuosos momentos em suaves brisas.
Que se põem com o sol
Que renasce com a lua
Que faz guarda nos dias bonitos
E também presente nos dias de chuva
Este par de olhos verdes
Zela e olha sempre por mim
E me questiona a definir
Esta nova forma de sentir
De ser grato, de ser amigo, de estar ao lado
De demonstrar carinho, de retribuir um amor...
Compartilhado.


Shell

domingo, 16 de maio de 2010

Momento




Hoje as nuvens estão carregadas. É mais um dia opaco, as crianças não brincam no parque, não há casais de namorados na rua, apenas pessoas correndo atrasadas, com montantes de problemas e responsabilidades. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar as contas. Um universo consumista, excludente do real significado de viver.
O tempo passa, os amigos se afastam, cada um passa a trilhar o caminho que melhor lhe convém. Tudo muda, todos mudam. A distância destrói laços eternos, desaba sobre cabeças planos e juras pra vida toda. Mas, tudo passa, todos passam...
Há quem se apegue a planos feitos pra eternidade. Certamente são aqueles que desfrutam constantemente das frustrações.
Há quem prefira o momento, o instante, o acaso. Quem de fato sabe que juras eternas são mera ficção e que o real sinônimo da palavra felicidade, não é eterno, mas sim, momento.
Então, que se faça desses momentos as histórias marcadas no tempo e compartilhadas por gerações. Que se reflita no que tem mais valia. A lista de amores jurados pra sempre ou a lista dos momentos que ficarão para sempre.


Shell

sábado, 8 de maio de 2010

Eu sinto falta


(música)

E o silêncio que hoje me invade
Me faz parar pra pensar em você
E o silêncio que hoje me acalma
Me traz a agonia de não te ter

A esperança, lembranças de noites
De um dia assim, tão especial
Invadem meu peito, tomam conta de mim
Como algo atemporal

Que me faz lembrar como é triste os dias sem estar com você
Que a solidão planta em mim incertezas e o medo de te esquecer

Vou vagando em meus tristes, lentos dias
Em companhia da chamada solidão
Relembrando os instantes de seus delírios
Desejando ter mais uma vez comigo o teu coração

Já não sei se viver sem ti
É viver em sua ausência ou é viver em sua solidão
Já não sei se é o teu carinho
Quem embriaga de carinho o meu coração
Eu só queria poder viver mais que algumas horas a sua companhia
Talvez pela vida inteira, quem sabe
Um pouco mais que alguns dias,
Quem sabe um dia eu possa até parar pra te dizer...

Que eu sinto falta
Eu sinto falta...
De você


Shell

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nas noites que as verdades não são mais tão reais




Nas noites que as verdades não são mais tão reais, os medos, segredos, disfarce nos cobiçam pra si, egoístas e sufocantes.
Há dias que o sol apenas nos lembra que irá escurecer, que os valores com o tempo podem até esvaecer, mas que sempre haverá uma luz a brilhar em meio a tantas nuvens, e que fará frente à tamanha escuridão.
Ainda que existam dias de solidão, como naqueles que a lua paira ao relento, longe da doce companhia estelar. Embora tudo pareça sombrio e assustador, passará certamente, terá de passar para então a luz eminente do poderoso sol, brilhar e brilhar.
O que não consumaria algo melhor e mais otimizador, pois apenas trata-se de uma solidão com um pouco mais de luz.


Shell

Nunca pensei




Nunca pensei
(Música)

Os ventos curvos desse mar
Areia que move de lugar
A inconstância de viver e de sentir

Caminho sempre devagar
Sem pressa chego no lugar
Que o coração segue a te seguir

Por onde vou
Vejo você
Com um sorriso a me guiar

Nunca pensei que iria ter você pra mim
E o seu sorriso a confessar que me quer junto a ti
Caminhos estranhos percorri
Mas hoje nos meus braços tenho a ti

Sem muitas palavras apenas nosso silêncio
Os nossos olhos a fitarem o desejo
O vento frio a conspirar o nosso abraço
E a lua a desejar o nosso beijo

Shell

Você foi...




Foste para mim a inspiração de muitas noites
A lágrima que me trouxe um sorriso amarelado

Foste a clausura que eu queria, o penar que me mantinha
A solidão que consumia meus dúbios pensamentos

Foste o que eu tinha, tudo aquilo que eu queria
E o que jamais desejei ter

Foste a contradição dos sentimentos
O labirinto dos pensamentos
O triste acorde que parou meu coração...

Foste para mim, imaginário e ficção
A certeza do que quero, mesmo não tendo condição
Pra ter, aquilo que simplesmente, não existe...


Shell

O pior é pensar




O pior é pensar...

Que após tanto tempo, ainda tremo ao ouvir tua voz.
Que ainda fico a imaginar coisas no teu silêncio proposital.
Que ainda faço de tudo para arrancar o teu sorriso.
Mas o pior mesmo é saber que ainda carrego um viés de ilusão...

Shell

Madrugada




A madrugada rouba o sono de quem muito pensa
De quem pouco sabe o que quer saber...
Incondicionalmente má
No seu seio abriga os pensamentos dispersos
Dos tolos que procuram explicação no que não entendem.


Shell

Estopim




Nunca neguei que o estopim dos meus textos sempre foi à tristeza e a solidão. Não que eu as queira de volta, mas é fato, preciso encontrar outro motivo para sujar as folhas do meu caderno...

Shell

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vossa Excelência





Neste ano de eleições cabe a mim demonstrar minha total gratidão por aqueles que TANTO FAZEM por mim e TANTO VÃO TENTAR LEMBRAR-SE DO QUE FIZERAM DURANTE TOOODO ESSE TEMPO...

Os meus RESPEITOS a todos vocês...

TITÃS

-"Isso não prova nada
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos
De tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia
No esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!
Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!...

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!..."


P.S: O meu voto não vale R$10,00 ou um saco de arroz, e o seu vale quanto ou o que??

sábado, 3 de abril de 2010

Conceitos




Podem se preocupar, podem até mesmo querer perto de si e ainda sim não significaria o amor, ou paixão, pois tais sentimentos não poderiam ser sentidos por frases ditas em conversas gélidas - sem o calor do olhar, ou toque das mãos, sem assegurar suas convicções no olhar do outro - talvez apenas haja uma atração ou simplesmente uma curiosidade inegável, o que sem dúvida é o abrir a porta, para um caminho mais intenso...



De que vale frases inovadoras se o sentimento ainda é o mesmo, se os pensamentos ainda percorrem o tempo de forma que a essência apenas absorve novos casulos...



Shell

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Destino




Se não nos esforçarmos para ajudar o destino
*nossas vidas continuarão
*com você deste lado
*e eu do outro
*e apenas nos olharemos
*sem a coragem para atravessarmos a rua
*e neste momento quando essa tal coragem chegar, só ai saberemos
*se um simples aperto de mão e um abraço
*será suficiente
*se ao nos separarmos a saudade chegar
*e o pensamento de um ficar preso ao outro
*ai sim
*passaremos a ter certeza de algo
*mas diante de tanta cautela e medo de descobrir
*o sol irá se pôr, a lua pode não iluminar o bastante
*e então
*nos perderemos de vista
*no escuro


Shell

domingo, 28 de março de 2010

Simplesmente




Simplesmente diferente de tantas que já conheci. Cautelosa, centrada ou a frente do meu tempo, dos meus vãos padrões de senso comum.
Dona do ar de quem sabe o que quer, mas prefere provocar com acertivas negações, em testar os impulsos, as frases ditas por momentos. Apresenta-se sempre como auto-suficiente, não precisa das opiniões alheias, muito menos de tolas companhias... Não ela.
Enquadra-se em um estágio mais elevado, de quem só arrisca quando realmente o momento exige um empenho eminente.
É aquela que fala por enigmas, frases indiretas que dizem pouco em extensivas e bem engajadas frases proporcionadas por essa nossa gramática tão repleta de excessões ou seria exceções?
Duvidas tão excludentes às vezes servem de questionamento para uma possível auto -compreensão. Mas o que é preciso compreender?

 Ela?
 Eu?
 Ou simplesmente o ato de duvidar?

Momentos mais marcantes melindrosos mancomunados meliantes marcados, mas modestamente mencionados em minha mente, quando penso em você.


Shell

terça-feira, 23 de março de 2010

Subjetivar





Explica-me o que seria essa angustia ou até mesmo explica-me como posso sentir falta do que simplesmente nunca tive...

Paradoxais, como diriamos nós, arianos como diria você mesma ou porto seguro como diria o meu sorriso pelos cantos...

Nascemos no mesmo dia, seria coincidência ou simplesmente uma ligação a mais que estreita laços e amplifica sentimentos?

É difícil explicar e ainda mais é entender. Qual o motivo de está tão longe daquilo que mais queria ter por perto? Pura pegadinha do destino? Ou simplesmente uma ocasional distração do criador?

Perguntas que nunca serão respondidas, mas certamente serão absorvidas pelo encontro dos nossos sorrisos.

P.S: Na saudade do que não é meu. Desejo do que não posso. Inadimplência do presente, do abraço, de um beijo. Espera pelo amanhã mais colorido...

Shell

domingo, 21 de março de 2010

Eu só preciso dizer que...




Obs: Inspirado no sentimento alucinador chamado saudade... Saudade essa que bate no meu peito por aquela que por muito tempo fez parte da minha vida e mesmo longe continua a se manifestar nas linhas escritas pelos meus dias...

Amizade que corroi, constroi e consome o coração de quem sente...

Saudade de você, minha amiga, minha lôra, minha Marcela Almendra




Se perguntarem diga sempre que é verdade...

Se duvidarem diga que todos até podem, mas você tem certeza...

Se disserem que você está sozinha, diga a eles que isso é a maior mentira do mundo...

Pois você tem a mim, tem ao meu amor

shell

sábado, 20 de março de 2010

Atinência




A vida é relativa
Os princípios são relativos
As verdades são variáveis
Os sentimentos inconstantes
Os desejos ardentes e impulsores
E a vontade de te beijar
Ah! Essa é incontrolavelmente
A maior de todas

Shell

sexta-feira, 12 de março de 2010

Workshop em Eng.




Relato de fatos marcados, vividos, consumados em realidades transitórias.

O acaso casual prega peças e brinca com as possibilidades. Olhares que fingem não ver, palavras que travam ainda querendo sair e manter o que chamaríamos de comunicação, mas não conseguem driblar as inconstantes possibilidades negativas, que, uma provável aproximação resultaria.

No mais o silêncio prevalece e comunica-se pelos olhares tímidos e aparentemente despercebidos.

E ainda brincando com as possibilidades, a imaginação que vai além manipula os pensamentos e ludibria o coração. Talvez as palestras de engenharia não sejam os melhores locais para encara possíveis encontros e complementos existenciais. No entanto, mesmo camuflando toda realidade com uma pitada de poesia barata, ainda olho pra frente e vejo que a realidade pode ser bem divergente.


Shell

domingo, 7 de março de 2010

Tic Tac




Tic tac...

Está passando, está se esgotando!!

Não!!!

Não se vá!

Não podes me abandonar, não agora...

Ensinaste-me a vida toda a viver e conviver contigo, então o que justifica agora essa sua partida?

Pouco importa se tenho que crescer e trilhar meus caminhos por conta própria!!

E se eu não conseguir discernir a realidade dos sonhos??

Onde estarão os teus olhos preocupados??

E se eu cair quem irá dar-me a mão??



Como assim, NINGUÉM??

Estás a dizer-me que daqui pra frente deverei seguir com minhas próprias pernas e julgar o que é certo ao meu nariz?

Mas... Tenho medo.

E se eu trilhar um caminho errado?

(...)

É talvez tenhas razão.

Talvez seja hora de sair da sua sombra e descobrir que gosto tem o calor do sol...

Irei seguir em frente, mas levarei comigo tudo que me ensinaste.

E caso não volte a me ver...

Saiba que sempre segui o caminho real, o que levava aos meus sonhos...

Mas não se preocupe fizeste dos meus joelhos, fortes e teimosos...

Mesmo quando cair, buscarei força em teus ensinamentos para levantar-me e prosseguir...

Agora tenho que ir, o tempo está se esgotando...

Até breve.



Shell

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

#####




Se o mundo revelasse a mim que seus lábios nunca estariam ao meu alcance, congelaria no tempo perplexo pensando em outra razão para existir...

Enquanto isso perco-me nos mais íntimos pensamentos e desejos do calor destes que nunca toquei, mas que trazem a mim a certeza do existir...

Shell

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Degli altri




Strano è chiudere gli occhi
Per il cuscino
E non si può pensare ad altro
A meno che tu ...

Strano per accettare la verità con la ragione
E cercando di convincere con la realtà
Un cuore indurito ...

Ciò che non sarà
Un altro lieto fine ...

Mi addolora guardare e sanno che non sarà mai il mio ...
Desidera che il suo abbraccio e il bacio per me ...

shell

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Fenecer



E nas entrelinhas dos sentimentos que fui incapaz de perceber. Estava ela, escondida, tão sedutora a minha espera e sem dar-me conta, permite-me a rendição por completo...
Ela possuiu-me por um todo, como um fraco, nem fiz menção do que poderia significar resistência. Apenas segurei em sua mão e fui.
Fui ao caminhar nas noites enluaradas, no vento que tocava o rosto, no caminhar noturno, na areia da praia, no sentar-se e apenas observar o ir e vir das ondas...
Coincidentemente talvez, senti-me o mar, indo e vindo em pensamentos.
E na distração ela sempre chegava com aquele abraço faceiro, que chega sem fazer barulho, no sussurro do vento. Nem mesmo sei como ela sempre encontrava-me, como sempre possuía-me por completo, tomando conta do meu corpo e pensamentos.
Após certo tempo, observei que a lua era substituída pelo sol, o vento frio pelo calor e minha distração por pensamentos contundentes...
Achei-me por hora no direito de abdicar da companhia dela, mas ela fez-se de desentendida e pressupôs-se a achar que de fato tornara-me um ser de sua exclusividade...
Confesso que submeti-me a tal compartilhamento de idéias, mas as ondas vêm e vão...
Subverti-me no atrapalhar dos pensamentos submeter-me a separação. Confesso com consternação que ainda não obtive êxito na eloqüência dos meus argumentos para tanto...
Mas por hora, já não tenho mais a sua companhia eminente. De um condizente casamento, tenho hoje apenas uma companhia, que apenas faz-se presente nos meus momentos de distração e frustração...

Pois a mim já não cabe mais a companhia dessa chamada SOLIDÃO.


Shell

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sempre nunca será sempre?





Uma crise existencial atribui-se por quais fatores? Bem, particularmente não sei.
Mas aqui está mais uma a ser decifrada...

Por Karla Medeiros

“Um poeta que tenta descobrir seu lado prosador... Ou um prosador que tenta descobrir seu lado poético?”

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

E o amor




O amor é um sentimento único e constante frente ao tempo, à distância e as relações sociais.

Existente no silêncio mais gritante de cada um de nós...


Shell

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sobre Feijões




A texto a seguir é base de um viés pensamento de um grande amigo e Mente Pensante. Uma ilha que flutua dentre milhões que insistem em afundar...

Galeno

"As pessoas costumam se apegar tanto a algo que às vezes nem partiu dela, tomam aquilo como verdade e simplesmente esquecem que na realidade, se forem encarar os fatos tal qual eles são, as possibilidades são infinitas. Mas elas se resumem em julgar e segregar as opções em boas ou ruins. Mais ou menos como se separa feijões, a diferença é que nos feijões a maioria fica na parte boa. Pena que no caso das possibilidades, a maioria, costuma ficar na parte ruim."

Soslaio





Leva-me o mais próximo do ultimo viés de ilusão...

Pois dessa realidade já não quero mais nada...

Shell

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Só por hoje




Desculpa a fraqueza desse momento, mas ao menos permita-me estas lágrimas por ti. Estas lágrimas de saudosismo.

O nosso retrato, os momentos felizes que por mais que eu queira não voltam, nossa! Não voltam...

E a madrugada mais uma vez é testemunha de uma saudade incondicional, um vazio atemporal. Por mais que eu siga alguns passos sem olhar pra trás, vez ou outra em um momento de distração pego-me assim, perplexo no passado.
Permita-me ao menos hoje, imaginar que foi pra sempre, que foi eterno e que não te perdi.

Ao menos hoje deixe-me acreditar que tudo que sonhamos será pra sempre, que todo aquele sentimento recíproco não se esvairá nem com o tempo, muito menos com a distancia.

Deixe-me enganar neste silencio cético, que teu sorriso ainda é meu, que esse seu sarcasmo e malicia inocente me pertence ainda.

Só por hoje não diga NUNCA, não diga NÃO.

Só por hoje me dê aquele sorriso que aquece os meus lábios e o meu coração.

Só por hoje, permita-me essa nostalgia, permita que seja eterno, só por hoje...

E só por hoje não me deixe desistir de nós, não desista você também do nosso amor.

Só por hoje...


Shell

"Optação"




E se hoje o sol iluminar meu rosto, os meus anseios e os meus medos abstinarem-se pelo fúlgido e reluzente?

Sei que não. Mas o que me custa acreditar no oposto do que sei? Estaria eu mentindo pra mim com intuito de tentar viver na sombra de uma ilusão?

Se por opção pessoal decidir que a ilusão não é a melhor escolha, cabe a mim viver a contestar as possibilidades promissoras do clarear dos raios solares...
Então como posso ser julgado pelas decisões que, por direito ao livre arbítrio assistido a mim, tenho como padrões a ser seguidos, decisões certas ou erradas?

Se eu quiser ser otimista, triste, feliz, cético, pessimista, altruísta ou simplesmente um pouco de tudo, não é de direito meu? O que custa deixar as máscaras caírem, a hipocrisia de lado e o ar de “o certo é o que faço e o que digo”.
Neste seguimento, o que leva as pessoas a saberem o que é bom pra si, e principalmente, o que é bom para ou outro?

Se eu quiser ser um zelador e não um médico, qual o motivo desse seu olhar preconceituoso, marginalizador e condenador ao saber?
Cuidado com os seus princípios, com suas verdades, pois já dizia o poeta...

“o certo pra você pode não fazer o mesmo efeito em mim”


Shell

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mutável





E nas discussões paralelas, o questionamento pelo real motivo do transcrever idéias e pensamentos em pedaços de papeis.
Satisfação pessoal, pura vaidade ou seria pelo desejo de registrar a inconstância que sou?
Pra cada pessoa o soar de um significado, mas seria impossível alguém bater o martelo e convicto dizer, “é por isso”. Com uma justificativa básica, afirmo, nem eu mesmo sei, como pode alguém em uma psicológica analise reflexiva de quem sou poder me entender?
Sou inconstante, variável, contraditório...
No mais não desejo convencer ninguém de nada, nem construir máscaras de como sou ou deixo de ser, nem ludibriar a quem quer que seja que minhas palavras fazem de mim um alguém melhor. Eu apenas sou o que sou sem pretensões a esse respeito.
Meus planos e projetos focam ao profissional, ao amor deixo apenas acontecer- mesmo que pareça por muitas vezes ser algo de suma importância, no entanto nada passa de uma falta de ocupação da mente- , ao conviver socialmente não dou a mínima. Se quiseres ver qual sorriso meu é verdadeiro e qual é aquele dado por educação é melhor não tentar interpretar-me, muito menos compreender quem sou pelo que escrevo ou pareço.
Meus gestos, postura e atitudes falam por mim.
Minhas palavras, bem, essas são tão inconstantes como os raios que caem.

É bem provável que nunca consiga auto decifrar-me e percebi isso, quando tentei explicar-me aos amigos, mas já dizia o poeta...
“se eu quiser ser mais direto, vou me perder, melhor deixar quieto”
Humberto Gessinger- Engenharia Hawaiiana



Shell

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A dor




E eu que achava-me curado de tudo

As lágrimas já secadas nos versos derramados

Mas te vejo e tudo volta como se a sua ausência fosse nada

Sufoco-me em pensar que o que sinto ainda tem tamanha proporção

O que sinto ainda é forte, ilusório, nostálgico

Receio nunca encontrar cura para tal doença

Nem tratamento para tanto sofrimento...

Nem mesmo variando a dor com outros pares consegui esquecer-te

E o pior que não fazes idéia de tudo isso

Ao contrario, estás feliz, estás em companhia de quem te ama

Outro dia peguei-me ao longe, recordando em sua felicidade o que nunca vivi com você

Fiquei feliz

Fiquei sim, juro. O sorriso que vi, jamais havia dado em minha presença

O que comprova que ele te faz bem e isso é o que importa

Nem consigo mais imaginar-me ao teu lado

No máximo, consigo lamentar-me por não te ter

E é isso, é esse o sentimento que tenho hoje

Lamentações pelo que não foi e nunca será

O estranho é que sempre tremerei ao te ver

Sempre congelaria e sorrirei com o vento a cada nova foto retratando fases da tua vida

Onde por sinal eu não estou

Não faço parte, nem como figurante, nem como peça principal

E você nem faz idéia de tudo isso, que platônico

Quase infantil, inocente e bobo.

Shell

Síncope






E mais uma vez idéias dispersas, palavras confusas e retóricos sentimentos que atrapalham-se em uma madrugada que leva-me até você.

O vazio da noite é apenas o reflexo do meu coração...

Fecho os olhos, ouço você...

Digo seu nome, quando calo-me, vejo-te a responder...

E o mais dúbio é que nem ao menos sei quem és

Ou como és...

Mas ainda sim, sinto sua falta.


Shell