segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Só por hoje




Desculpa a fraqueza desse momento, mas ao menos permita-me estas lágrimas por ti. Estas lágrimas de saudosismo.

O nosso retrato, os momentos felizes que por mais que eu queira não voltam, nossa! Não voltam...

E a madrugada mais uma vez é testemunha de uma saudade incondicional, um vazio atemporal. Por mais que eu siga alguns passos sem olhar pra trás, vez ou outra em um momento de distração pego-me assim, perplexo no passado.
Permita-me ao menos hoje, imaginar que foi pra sempre, que foi eterno e que não te perdi.

Ao menos hoje deixe-me acreditar que tudo que sonhamos será pra sempre, que todo aquele sentimento recíproco não se esvairá nem com o tempo, muito menos com a distancia.

Deixe-me enganar neste silencio cético, que teu sorriso ainda é meu, que esse seu sarcasmo e malicia inocente me pertence ainda.

Só por hoje não diga NUNCA, não diga NÃO.

Só por hoje me dê aquele sorriso que aquece os meus lábios e o meu coração.

Só por hoje, permita-me essa nostalgia, permita que seja eterno, só por hoje...

E só por hoje não me deixe desistir de nós, não desista você também do nosso amor.

Só por hoje...


Shell

"Optação"




E se hoje o sol iluminar meu rosto, os meus anseios e os meus medos abstinarem-se pelo fúlgido e reluzente?

Sei que não. Mas o que me custa acreditar no oposto do que sei? Estaria eu mentindo pra mim com intuito de tentar viver na sombra de uma ilusão?

Se por opção pessoal decidir que a ilusão não é a melhor escolha, cabe a mim viver a contestar as possibilidades promissoras do clarear dos raios solares...
Então como posso ser julgado pelas decisões que, por direito ao livre arbítrio assistido a mim, tenho como padrões a ser seguidos, decisões certas ou erradas?

Se eu quiser ser otimista, triste, feliz, cético, pessimista, altruísta ou simplesmente um pouco de tudo, não é de direito meu? O que custa deixar as máscaras caírem, a hipocrisia de lado e o ar de “o certo é o que faço e o que digo”.
Neste seguimento, o que leva as pessoas a saberem o que é bom pra si, e principalmente, o que é bom para ou outro?

Se eu quiser ser um zelador e não um médico, qual o motivo desse seu olhar preconceituoso, marginalizador e condenador ao saber?
Cuidado com os seus princípios, com suas verdades, pois já dizia o poeta...

“o certo pra você pode não fazer o mesmo efeito em mim”


Shell

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mutável





E nas discussões paralelas, o questionamento pelo real motivo do transcrever idéias e pensamentos em pedaços de papeis.
Satisfação pessoal, pura vaidade ou seria pelo desejo de registrar a inconstância que sou?
Pra cada pessoa o soar de um significado, mas seria impossível alguém bater o martelo e convicto dizer, “é por isso”. Com uma justificativa básica, afirmo, nem eu mesmo sei, como pode alguém em uma psicológica analise reflexiva de quem sou poder me entender?
Sou inconstante, variável, contraditório...
No mais não desejo convencer ninguém de nada, nem construir máscaras de como sou ou deixo de ser, nem ludibriar a quem quer que seja que minhas palavras fazem de mim um alguém melhor. Eu apenas sou o que sou sem pretensões a esse respeito.
Meus planos e projetos focam ao profissional, ao amor deixo apenas acontecer- mesmo que pareça por muitas vezes ser algo de suma importância, no entanto nada passa de uma falta de ocupação da mente- , ao conviver socialmente não dou a mínima. Se quiseres ver qual sorriso meu é verdadeiro e qual é aquele dado por educação é melhor não tentar interpretar-me, muito menos compreender quem sou pelo que escrevo ou pareço.
Meus gestos, postura e atitudes falam por mim.
Minhas palavras, bem, essas são tão inconstantes como os raios que caem.

É bem provável que nunca consiga auto decifrar-me e percebi isso, quando tentei explicar-me aos amigos, mas já dizia o poeta...
“se eu quiser ser mais direto, vou me perder, melhor deixar quieto”
Humberto Gessinger- Engenharia Hawaiiana



Shell

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A dor




E eu que achava-me curado de tudo

As lágrimas já secadas nos versos derramados

Mas te vejo e tudo volta como se a sua ausência fosse nada

Sufoco-me em pensar que o que sinto ainda tem tamanha proporção

O que sinto ainda é forte, ilusório, nostálgico

Receio nunca encontrar cura para tal doença

Nem tratamento para tanto sofrimento...

Nem mesmo variando a dor com outros pares consegui esquecer-te

E o pior que não fazes idéia de tudo isso

Ao contrario, estás feliz, estás em companhia de quem te ama

Outro dia peguei-me ao longe, recordando em sua felicidade o que nunca vivi com você

Fiquei feliz

Fiquei sim, juro. O sorriso que vi, jamais havia dado em minha presença

O que comprova que ele te faz bem e isso é o que importa

Nem consigo mais imaginar-me ao teu lado

No máximo, consigo lamentar-me por não te ter

E é isso, é esse o sentimento que tenho hoje

Lamentações pelo que não foi e nunca será

O estranho é que sempre tremerei ao te ver

Sempre congelaria e sorrirei com o vento a cada nova foto retratando fases da tua vida

Onde por sinal eu não estou

Não faço parte, nem como figurante, nem como peça principal

E você nem faz idéia de tudo isso, que platônico

Quase infantil, inocente e bobo.

Shell

Síncope






E mais uma vez idéias dispersas, palavras confusas e retóricos sentimentos que atrapalham-se em uma madrugada que leva-me até você.

O vazio da noite é apenas o reflexo do meu coração...

Fecho os olhos, ouço você...

Digo seu nome, quando calo-me, vejo-te a responder...

E o mais dúbio é que nem ao menos sei quem és

Ou como és...

Mas ainda sim, sinto sua falta.


Shell

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Idéias de ideais




As idéias de um mundo perfeito se perdem no tempo
O tempo que nos restou
As frases de luta, ou de auto-ajuda
Sumiram

Os meus restos de ideais, só querem dar um ultimo suspiro
Pra gritar mais uma vez ao mundo
Eu respiro

Não me deixarei enganar
Por falsas promessas, mentiras contadas
Com bases taxadas de idéias simplórias
Não me deixarei alegrar
Por juras sinceras, honrosas promessas que sempre existirão
E que mudarão com o tempo


Shell

Poesia




Poesia valsa minha de grandiosa tão pequena
Devaneios, abstinências de sentimentos tão amenos
Que está em tudo, está em todos
No pulsar, no respirar
No viver, corresponder, na certeza do amar
Nos corações que peregrina, lado a lado a solidão
Companheiros um do outro frente à tristeza crescerão

Poesia confunde-me quando tento decifrar-te
Quando tento descrever-te
Quando tento encontrar-te

Na consternação faz-se presente
Nas penumbras do que sinto
Nos meus gestos, meus sorrisos, nos escárnios de um amigo

Frente a frente fico louco, quando esperas de mim o que não sou
Nos meus delírios e imperícias, acho que tu és o amor.


Shell

Ideologias




(música)
Navegamos em pensamentos
Sonhos só de esperança
Acreditamos que o passar do tempo
Não nos faça de lembranças

Acreditamos em nosso presente
Escrevemos linhas para o futuro
Imaginamos uma nova era
Imaginamos um novo mundo

Temos conosco ideologias
Temos conosco novos pensamentos
Acreditamos em uma nova linha
Um novo tipo de discernimento


Mas não podemos mais
Não podemos ficar pra trás
Mas não podemos mais
Aceitar que nos sufoquem


Somos feitos de protesto
Criaturas de um cinema mudo
Atitudes falam por nós
Vamos mudar cuidar desse absurdo

E com dinheiro querem nos comprar
Sem argumentos nos enganar
Fazem de tudo pra manipular
Mas nossas mentes não irão conquistar


Fazemos parte de uma geração
Em que um homem mata um dragão
Pra defender princípios
E difundir idéias


Somos um povo quase esquecido
Pelos políticos muito temidos
Somos aqueles que ainda usam
A consciência pra nos defender
Acreditamos em uma união
Com uma base de exterminação
Revolucionários de uma grande exceção


Shell

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrelinhas





Durante muito tempo corações solitários procuram outro pra variar a dor.

Ultimamente os corações solitários, só querem de volta aqueles que outrora

Afirmavam a concepção do que é a felicidade verdadeira.

Inutilmente não somos nós a relutar a entregar-se

Lamentavelmente nosso coração é quem escolhe, e a nós só cabe aceitar.

Irritante é o amor quando nos faz sofrer, mas.

Bem, os momentos felizes acabam sempre por sufocar toda nostalgia da tristeza.

Enfim, nas ‘entrelinhas’ é que se esconde o verdadeiro amor.


Shell

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Doses





Aviso: As poeticas frases são os pensamentos de um grande amigo.
Por Vitor Fontes

"2 doses de cachaça em meia hora te deixam alegre...

20 em uma hora te deixam em coma...

200 em um mês te deixam com cirrose hepática"


" /

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Queria eu




Queria eu, ser dono da escrita afiada, das palavras tórpidas, oriundas de efeitos devastadores e armagedônicos. Mas não, sou um mero menestrel, um tolo de frases feitas e sem efeito.

Queria eu, saber manusear com o lápis linhas e frases, versos e parágrafos, sonetos com toda métrica e musicalidade que os mais deslumbrantes e onipotentes poemas atingem...

Queria eu, ter mais recursos e pensamentos e não parecer tão repetitivo em idéias tão simplórias e casuais...

Mas como não ser repetitivo, estou preso, circunscrito a uma jogatina cíclica, onde nem a força centrífuga que tento impor ao meu deslocamento permite a minha fuga...

Como escapar dos contextos tão comuns que vão, e quando inesperados, fazem-se lembrar em sua ascensão existência nos devaneios de um solitário incrédulo na fuga da nostalgia...

É difícil caminhar, quando o caminho é retrogrado a cada passo prosseguido...

É difícil sustentar mentiras quando a verdade esfrega-se diante da face que repugna por acreditar que a mentira amenize mais o sofrimento camaleônico, refraturado, repuxado, usado, largado, farroupilho...

Queria eu um dia saber manusear e associar as palavras certas, para construir frases e orações bem empregadas que fizessem por uso do uso da boa língua, mostrar enfim que as verdades que tanto afirmo em minhas brincalhonas mentiras são mais que sinceras, mais que figuras soltas no ar que respiro, que me da fôlego para mais uma vez rebuscar no âmago dos sentimentos, os agora “clichês” de tão repetidos por mim e copiados por todos...

E nessa embriagues de pensamentos com doses fulminantes de sentimentos, assento-me quieto mais uma vez, sem a coragem devida de lutar por aquilo que acredito. Talvez apenas por acreditar que a ressaca do amanhecer trar-me-ia o esquecimento e acolhimento das verdades e sentimentos ocultos.


Shell

sábado, 9 de janeiro de 2010

Calma





Despercebidamente eu fui me envolvendo
Assim meio que sem querer
Mas era uma questão de tempo
Até o mundo inteiro saber
Que sua voz tão doce
Seu sorriso angelical
Sem saber já pintavam as cores
De um coração impessoal

E aquele olhar tão inocente
Atravessava a minha alma
Alegrava o meu coração e me dizia pra ter...

Calma! Mas eu queria tanto te dizer
Calma! O que eu sinto por você
Mas tenho que ter Calma!

Pois uma amizade as vezes vale mais que um grande amor


Shell

domingo, 3 de janeiro de 2010

O futuro não é tão ruim




(música)
shell/Raissa Vale
{Reggae}

Minha senhora não chore assim
Olhe pra frente o futuro não é tão ruim
Minha senhora não chore mais
Olhe pra frente, mas cuidado com quem vem atrás


Eu vou em frente vejo uma criança chorando
Eu sigo em frente vejo uma senhora em prantos
Por todo lado pessoas materializam a dor
Por todo lado pessoas esquecem do amor
Essas pessoas só pensam no acumulo do capital
Essas pessoas esquecem do principio e da moral
Esses valores que muitos desconheceram
Esses valores que muitos já perderam


Minha senhora não chore assim
Olhe pra frente o futuro não é tão ruim
Minha senhora não chore mais
Olhe pra frente, mas cuidado com quem vem atrás


Pois nesse mundo incerto e marginal
De pessoas que manipulam e fazem todo mal
E já levaram consigo seu filho querido
Já deixaram contigo um neto perdido
Esse mundo bandido corrompeu sua prole
Neste mundo esquecido alguém te socorre
Com palavras de amor amenizam a dor
Que te fazem lembrar que é preciso caminhar


Minha senhora não chore assim
Olhe pra frente o futuro não é tão ruim
Minha senhora não chore mais
Olhe pra frente, mas cuidado com quem vem atrás


Na vastidão desse nosso mundão existem
Pessoas lutando contra suas crises
Pessoas tentando plantar na família
A semente do amor, do respeito e conquista
De viverem com dignidade e honestidade
De não se corromperam com o sistema covarde


Minha senhora o seu filho se perdeu
Mas ensine ao seu neto o que ele esqueceu


Minha senhora não chore assim
Olhe pra frente o futuro não é tão ruim

Shell

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Pedidos




Pedidos ousados
De sonhos sonhados, vividos, imaginados?
Pedidos de quem teme gostar
E prefere camuflar a se entregar a compreensão
Pedidos absurdos
Concluídos com base em insultos
Do pensamento pensado por alguém
Pedidos de quem teme o amor
E acovarda-se a dor, a permitir reconhecer que também ama
Pedidos assim só demonstram a mim
Que também teme o meu amor.


Shell

Despedida




(Música)
A chuva que caia
Naquela noite fria
Talvez tivesse algo mais
A nos dizer
E os versos mais singelos
As mais perfeitas poses
Nossos quadros nas paredes
Com as mais brilhantes cores
Talvez nunca revelasse
O que iria acontecer
Em uma breve despedida
Vi o meu mundo se perder
Como existir
Sem ter você
Éramos mais que só dois
Um só, bem mais que três
Simples Complexos
Anexos sem nexos
Uma canção com os mais perfeitos acordes


Shell

Amigos



(Música)
Hoje me vejo diferente de um tempo atrás
Hoje antigas verdades não me satisfazem
Hoje é preciso entender para sobreviver
Hoje escutar vale mais quando se quer dizer

Mesmo quando o mundo Não percebe você
Mesmo quando no tempo Você quer se esconder
É preciso olhar enfrente E seguir viagem


Muitos foram os desafios as batalhas travadas
As vitorias, as derrotas com amor encaradas
Das noites mais sombrias aos dias mais claros
Ao meu lado estiveram , AMIGOS amados



Shell

Mas ainda sim




(Música/ versão completa)
Eu ligo a Tv e vejo tantas pessoas envaidecidas pelo que tentam ser (manipuladas)

Eu ligo o rádio e escuto pessoas que não tem o que dizer (alienadas)

Eu assisto o jornal, só vejo guerra, tiro, morte, injustiça, violência, mas não vejo solução

Pessoas paradas no tempo sem exigir a menor explicação.


Mas ainda sim, eu sonho com um futuro melhor...


Os valores e os princípios de um homem de verdade
São equacionados em novas possibilidades
E os deveres e a certeza da eterna salvação
Se esvaem em cada ciclo de um homem em construção
Nas favelas as verdades ou codinome realidade
E a certeza ou esperança na vontade de vencer
Morrerão a todo instante na hora H no dia D

Mas ainda sim, eu sonho com um futuro melhor...


Relógios parecem congelados
Assim como fatos consumados
A verdade é travestida
Pelos manipuladores
Te mantém de olhos bem fechados
Te mantém bastante alienado
Sem direito a dizer que não!
Nesse mundo de um homem só
Quem tem mais é sempre o melhor
E como máquinas
Você obedece a eles...


Mas ainda sim, eu sonho com um futuro melhor...


Shell

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Improfícuo




Crianças cantando
O mundo girando
No canto alguém escutando
Os pensamentos de alguém

Nas noites notórias
Do céu as respostas
Das buscas constantes
As dúvidas vãs

O amor vence o mal
Algo atemporal
Que transita por mim
Que passa em você

No reflexo o espelho
Ou seria o avesso?
Do avesso no avesso
Me vejo em você

Das cinzas o pó
Das lembranças um nó
A angústia se faz
Mas já é tarde demais

O lobo uiva pra lua
E a noite escuta
Um coração solitário
Buscando outro alguém

E aqueles versos felizes
Que deixaram raízes
Não se acabam no fim
Mas se perdem em mim

Mas o pensamento é que voa
E não menos que a toa
Vaga sozinho
Em busca de paz

E a paz sempre chega no fim
Depois do tempo ruim
Nos conforta e mais...

Felicidade que passa
Mas enquanto não passa
Passa por mim e se faça

Se faça presente
Deixe meu peito mais quente
Meu sorriso ardente
Em nossos braços a paz


Shell

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Engrenar


(música)

Engrenagens que giram
O carrossel que é a vida
Desse mundo sem fim

O pensamento que voa
E que não se perdoa
Quando se perde no fim

E a vida passando
Em prantos caminhando
Desejando chegar

E o vento a favor
É bem menos que a dor
E não põem-se a acabar

Engrenagens que giram
Uma vida perdida
De pensamentos utópicos

Um amor ancestral
Algo atemporal
Que transcende aos trópicos

Geografias, Histórias
Matérias tão sem memória
Que só me lembram tristeza

Mas o pensamento que voa
E no fim se perdoa
E me faz esquecer


Shell

Redenção




Sinto-me triste, refugio-me em quatro paredes gélidas e sombrias. Em meus pensamentos apenas agonia do que fiz, do que foi, do que será. Estou agora ancorado na sensação de caos, no desespero, minha vida parece ter sido manchada com a tinta negra que uso para rabiscar os capítulos de minha vida.
Quero afastar-me de tudo e de todos, já não sou mais o mesmo, já não sou mais tão feliz. A tristeza aperta e eu me afasto, dou aquele sorriso amarelo e disfarço o vazio dentro de mim. Sem chão! É como estou, isolo-me do mundo, mas o mundo não se esquece de mim. Preciso de abrigo, preciso de paz.
Os problemas chegam em cascata, uma tempestade com direito a raios e trovões. E em silêncio fecho os olhos, já não agüento mais. Peço ajuda e entrego-me a tua vontade. Mesmo sabendo que não sou digno de te pedir nada, como de fato nos últimos tempos poucas vezes fiz. Mesmo sabendo que tenho agradecido pouco por tudo que tens feito por mim...
Fecho os olhos, ajoelho-me, envergonho-me em tua presença...

Peço-te que acalmes o meu coração...


Shell

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Interrogação ??




Penso pensar no que pensa o pensamento...

Particularmente é uma das frases mais insanas que já escrevi, e ao ler é inevitável não ficar com dúvidas. Uma interrogação bem exclamada na mente.

A falta de compreensão é o estopim para incerteza. Quanto mais dúbil for algo, mais assustador certamente será. Em equações, grandezas diretamente proporcionais que tangenciam uniformemente para o mesmo lugar...

Hãm??? O.o

Está vendo, aos que possuem certa, adversidade pela palavra, cálculo, a frase acima pode possuir o valor mais insignificante deste simples texto.

Compreender, entender, resolver... Palavras afirmativas relativamente duvidosas e limitadas. Tudo limita-se, principalmente a certeza, nada resiste a um bombardeio, a um fuzilamento de, “pq’s??”. Sempre existirá uma dúvida, esse é o combustível pela busca. Imaginem vocês como seria demasiadamente sem graça a vida se soubéssemos tudo...
Bem, certamente essa teoria se enquadraria perfeitamente na teoria de um “filósofo” que afirma que ‘tudo tende ao caos’.
Você deve está se perguntando... “bem, o texto é sobre interrogação. Onde ele quer chegar com tudo isso??”
Está vendo só, dúvidas!
E elas podem ser justificadas com o fato de hoje cedo minha mãe ter me pedido para ir comprar remédios e eu peguei a bicicleta cromada e no momento que descia a ladeira, falei com o seu Bertrucio enquanto o levantava do chão após tê-lo atropelado e segui o caminho até o supermercado onde andei por 30 minutos, até lembrar que não era ali que vendia o que eu procurava e prossegui a pé, devido ao furto eminente de minha bicicleta, que por sinal fez muita falta, pois o caminho de volta era loooooongo. Resumindo voltei em casa para perguntar, o que mesmo minha mãe havia me pedido para comprar!?!??

=/

Hãm?? O.o

????

Memória fraca? Lerdo? Não! Dúvidas, as interrogações que não saem da minha cabeça e me submetem a pequenos “vacilos” como esse...
Eu poderia até ter dado este argumento a ela...

Pensando bem, melhor não!! O.o

Você talvez esteja procurando algum nexo nesse texto, mas me diga...
Que graça teria escrever sobre interrogação sem deixar alguma???


Shell?? O.o

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acinte




A sua ausência consternará em mim tal desilusão,
Que somente o clarear do sol poderá aquecer minha alma novamente...
Enquanto espero por sua companhia tardia...



Shell

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Des(iguais)




A excentricidade que se sobrepõem em cada um, é o que nos diferencia da mesmice de sermos humanos.
Os valores, o pensar, o agir, o repugnar ou mesmo o venerar. Em cada um de nós esta a sua própria maneira, a sua forma e ocasional utilização.
A diferença dos iguais...
Isso é a causa do discernimento entre homens. A reminiscência atribuída a cada um, por suas experiências.
Mas ainda sim, em meio a tantas diferenças dos iguais, existe a simetria em vários conceitos dos pensamentos, principalmente quando o assunto é o sentimento...
É como uma competição, um sempre quer aparentar para o outro que é o mais triste, que já sofreu mais desilusões, que é mais infeliz diante daquela situação...
Talvez pela satisfação pessoal de cada um, ou apenas para envaidecer-se... Com o intuito de ludibriar o próprio coração...

Talvez...

Quem sabe...

Shell

domingo, 13 de dezembro de 2009

Rosa Desfolhada




BossaNova!!!

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
"Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado
Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado
Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada"

Transição





Enfim começou, iniciou-se a contagem regressiva. Após nove ou menos meses de espera, o livro finalmente ganhará linhas, que virarão parágrafos, e capítulos, que contarão detalhes de nossas vidas. O grande e infeliz problema é que as páginas vez ou outra terão que acabar, a tinta vez ou outra irá falhar, talvez nem cheguemos a colocar o ponto final no ultimo capitulo.
Vivemos contra o tempo, contra o mundo. Na realidade, vivemos nossa morte, uma das poucas certezas que possuímos. Convictos em algumas crenças, apegados em algumas suposições. Isso nos da força, recarrega nossas lapiseiras e nos oferta novas páginas. Diante de tal situação irrevogável, ainda chega a ser assustadora a forma como desperdiçamos cada segundo, cada oportunidade. Não falo só de amores... Não, falo de um modo geral, das surpresas que encontramos a cada dia.
Nós viemos ao mundo só de passagem, com data prevista para retornarmos ou, irmos para outro lugar. À medida que vamos sobrevivendo, muros desabam do céu e nos enquadram a um confinamento. É como se fossemos claustrofóbicos e as paredes começassem ao longe e viessem se aproximando cada vez mais, nos limitando, nos asfixiando. Essa tão cruel realidade chama-se IDADE. Essa tão cruel narração, chamamos de VIDA.
Então seria a vida a contagem ou intervalo de tempo para chegarmos à morte?
Então vivemos em um paralelismo, uma realidade transitória?
Viemos do nada e ao nada voltaremos?
Seria esse o momento para tentar ser feliz, já que sabemos que não teremos outra oportunidade, que no fim o tudo será Nada?
Então porque tanta briga, desunião, ódio, ciúme, raiva, conflito, inveja, desapego, intolerância...?
É engraçado pensar, quer dizer, somos o legado dos nossos pais, eles já sabiam que seria assim e ainda sim nos condenaram a morte? Ou será que eles imaginavam que nós poderíamos fazer algo mais neste intervalo, digo: - será que pensavam que nós poderíamos evitar tantos conflitos? Que seriamos melhores, que faríamos mais?
Definitivamente a dubialidade é feroz e os pensamentos interrogativos trazem infelicidade. Neste momento o que faço? Apenas desperdiçando o tempo que me resta ou tentando fazer aquilo que os meus mais esperavam de mim?

Já dizia o poeta... “o que se leva da vida é a vida que se leva”


Shell

Cronologia




É madrugada...
Mais precisamente 3h 20'...
Está silêncio...
Está frio...
Está escuro...
Não sinto sono...
Toco violão...
Respiro bem fundo...
Penso em uma música romântica...
Penso em você...
Mas é madrugada 3h 22' não posso tocar alto...
Então sussurro, só pra você...
Mas está silêncio então fico calado dedilhando e pensando em você...
Mas está escuro e faz frio, eu nem percebo...
Estou de olhos fechados, lembrando do calor do teu abraço...




São 3h25', não paro de pensar em você...


Penso em tudo...
Penso em nada...
Sinto tudo...
Misturado a uma dose de nada...
Penso e sinto você...



Tenho um desejo...




Teu beijo para me adormecer...


Shell

sábado, 12 de dezembro de 2009

Vamos Pensar



Forfun

"ESCALA LATINA
(Nícolas César, Vitor Isensee, Rodrigo Costa e Danilo Cutrim)

Índios habitavam em paz as suas ocas
Até que as raposas deixaram suas tocas
Vieram pelo mar com a cruz e a espada
Pra roubar e violentar a nova terra imaculada
Pretensiosos, senhores da razão
Queimaram na fogueira o valor da intuição
Extermínios, catequeses e a ‘Santa’ Inquisição
São séculos de crime, tortura e escravidão

Navios negreiros não cruzam mais o oceano
Mas o trabalho e o dinheiro continuam escravizando
Impondo ao mundo a cultura do capital
Materialismo, acúmulo e o pensamento individual

Abstrairei os ataques da propaganda
E os valores egoístas que eles vêm para pregar
A mentira secular de trabalhar para viver
E a rotina angustiante de viver pra trabalhar
A concorrência de mercado e a histeria produtiva
A sociedade de consumo e seu sentido sem sentido
Marginalizam o ócio e a vida contemplativa
Sufocando almas num deserto criativo

Navios negreiros não cruzam mais o oceano
Mas o trabalho e o dinheiro continuam escravizando
Impondo ao mundo a cultura do capital
Materialismo, acúmulo e o pensamento individual
O sangue e o suor dos povos do mundo inteiro
São oferendas colocadas no altar do deus dinheiro
Mas essa forma de existência desumana e limitada
Será em breve abolida e pelo amor superada."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mêus Errus





Lembro que viela La, meia cançada e tristizinha. E eu tava La, paçando pela ruazinha do seu Bretucio. Estende minha mão para dar um oi, meia tristi , ela respondeu como quem não possue mas gosto pela vida, como quem dezeja somente a tau da morti.
Mais eu não deziste, sentei do lado dela, na caussada meia suja, converssamos durante alguns minutos.
Bem, não púdi fazer muito pela tau mossa, mais pelo menos vi naqueles olhos azuis um brilho de alegria e naquele rosto um sorrizu de quem dis, “obrigada”.

Com pequenos jestos podemos sauvar vidas em simples instantes.
Isso se focarmos em nossos acertos diante de nossos muitos Errus.


Shell

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Devaneios obscuros




autor: Linhares, em seus devaneios obscuros...

"as vezes eu escrevo
apenas para sujar o papel de tinta
e deixar gravados pensamentos que com o tempo serão esquecidos"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crônica 02 de dezembro




Parecia uma manhã como outra qualquer. Apenas aparência normal ela tinha. Aguardava ansiosamente por essa data, enfim um dos poucos dias em que amanheci cheio de expectativa e esperança, antes não tivesse.
Já dizia o poeta “a expectativa é a mãe da decepção” e eu mais que ninguém era a prova viva de tal assertiva. Mas por hora me permiti ser incrédulo nesta verdade, só por hoje me permiti acreditar, só por hoje enxerguei apenas o lado positivo, só por hoje.
O dia foi-se em uma velocidade descomunal e enfim a hora do tal resultado que tanto aguardava aproximava-se. Fui ao local previsto para receber a notícia. Na roda de amigos, brincávamos com possibilidades negativas enquanto aguardávamos, mas éramos todos de uma confiança incomum, que tais brincadeiras não surtiam efeito.
A hora chegou, o resultado no mural. A euforia era tanta que as mãos tremiam esperançosas por notícias boas. O sorriso largo estendeu-se pela face dos quatro, todos os nomes presentes, os sorrisos eram visíveis. Mas ao longe alguém avistou a frase que enterraria toda alegria. Todos os inscritos, em todas as áreas não obtiveram êxito. A decepção era evidente no semblante de todos, após alguns segundos de silêncio e assimilação do fato ocorrido, o sentimento de surpresa e revolta compartilhou-se com todos, inutilmente.
Após horas de incredulidade e consternação coletiva, de busca por resposta para tal desempenho, geral, vergonhoso- afinal, dedicamo-nos corpo e alma, acreditamos até o fim (eu tive esperança, sonhei), mas no final o resultado foi o mesmo, sempre o mesmo. O destino zomba mais uma vez do meu esforço, das minhas olheiras, das noites em claro (onde muitos acham que eu nada tenho a fazer), talvez zombe mais ainda da minha esperança, do sorriso confiante que ousei demonstrar- depois de tentarmos buscar respostas uns com os outros, nos despedimos e fomos a procura delas por conta própria.
Um lixo, era como sentia-me, não mais pelo resultado em si, talvez já até estivesse buscando a conformidade, mas pela expectativa que criei. Vagando em ônibus, com meus olhos opacos, refugiados em meu universo, perplexo-frustrado-paralelo. Ao lado do amigo que desabafava, em forma de raiva, para sentir-se melhor, fomos seguindo em nosso caminho. Ele por sua vez, resolveu buscar consolo nos braços da namorada, eu disse “ate”. Continuei dali, sozinho.
O telefone tocou em meu bolso, já imaginava que naquele instante haveria de ser uma boa notícia. Era um numero confidencial. A sensação de que não poderia piorar foi estilhaçada ao ouvir acusações, desaforos e rancor. Fui julgado e condenado sem direito de defesa, como um golpe de misericórdia, uma faca transpassando em minha alma. Em momento algum perguntou o “porque”, em momento algum pediu minha explicação. Não... Não, apenas me acusou, me julgou e me condenou. De lixo que sentia-me desci alguns degraus, onde a definição já não consigo externar.
Ela disse tudo que tinha a dizer e desligou. Eu apenas, “oi”, respondi ao atender e permaneci calado enquanto era acusado. (Ainda faltava para chegar em minha casa, eu sei que deveria ter ligado e reconheço isso. Me sentindo “podre”, vaguei pela noite até chegar em casa, ainda sem anexar totalmente tantas sensações ruins.) E eu que esperava, assim como meu amigo, buscar consolo nos braços de quem gosto (esperava chegar mais próximo de casa para ligar e contar o ocorrido, mas meu erro mais uma vez foi esperar demais.).
Em casa deitado escutei o soar da campainha, por um breve momento imaginei ser... Não, não poderia... E novamente estava errado, era ela, um sorriso involuntário arrancou de minha face automaticamente com a sua presença, mas ela ali não estava para oferecer-me carinho, apenas foi certificar-se que a estaca estava bem cravada e que me “mataria” realmente.
Disse-me tudo que tinha e o que não tinha para dizer. Julgou-me novamente sem me dar direito de resposta. Duvidou do meu caráter, algo que tanto prezo e zelo para manter inquestionável, mas eu nada disse, pois em momento algum ela desejou saber (talvez dissesse tudo aquilo por me conhecer pouco, ou por não me conhecer de fato, pois em outros contextos estou certo que jamais duvidaria de mim). Impulsiva- Explosiva, apenas me disse o que sentia, estava ofendida e decepcionada. E talvez sem se dar conta afastou de si um sentimento sincero que florescia em mim. Uma rosa que desabrochava em um jardim morto e amargurado.
Ela se foi após dizer-me tudo que sentia, e eu continuei calado. Em silêncio a minha alma sofria uma das maiores decepções do dia, e a situação ensinava-me pela enezima vez a não criar expectativas, a ser realista, a ter os pés nos chão. A sempre duvidar de minha estranha felicidade.



O contexto fiel das situações relatadas não pode ser circunscrito neste texto, pois vai além da compreensão de terceiros. Esta é apenas uma forma de desabafar a angustia que sinto, de talvez falar o que segurei em meu silêncio.




Toda historia vivida por duas ou mais pessoas, sempre possuirá duas ou mais versões.


Shell